Anatomia do Fauno

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Resultado de um intercâmbio entre os alunos da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) e os artistas do Teatro da Pomba Gira Coletivo de Criadores, o espetáculo “Anatomia do Fauno” tem a sua primeira temporada na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, entre os dias 10 de outubro e 29 de novembro. As apresentações ocorrem aos sábados às 22h e domingos às 20h. Os ingressos custam até R$40.

Inspirada na crítica do poeta francês Arthur Rimbaud (1854-1891) à modernidade, a peça narra o drama de um fauno – um ser mitológico metade homem, metade bode – que é retirado de seu habitat e colocado em contato com as mazelas da cidade grande.

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              Gabriel Morgante faz parte do elenco

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SP Escola de Teatro | Sede Roosevelt – Praça Roosevelt, 210 – Centro – São Paulo

De 10/outubro a 29/novembro | sábados às 22h e domingos às 20h

100 minutos | Censura 18 anos

R$40 inteira | R$20 meia

Matrimônios: Intervenção urbana

O Desvio ColetivoLaboratório de Práticas Performativas da USP, realizou neste ultimo dia dos namorados (12/05/2015), o primeiro experimento de sua nova ação urbana: Matrimônios.

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Vários noivos e noivas em trajes nupciais, acompanhados de fotógrafos profissionais, surgem num símbolo turístico da cidade. Os ensaios fotográficos inicialmente tradicionais, gradativamente se transformam, inscrevendo na paisagem urbana imagens de outras possibilidades de relação amorosa: duas noivas, dois noivos, uma noiva e dois noivos, dois noivos e uma noiva, dois casais convencionais, dois casais gays e outros agrupamentos. São quadros de gestualidade romântica e beijos. Os noivos desfilam hierarquicamente e criam instalações em faixas de pedestre, calçadas, monumentos, tribunais de justiça, até em frente a uma igreja, onde se entrelaçam diferentes rizomas nupciais. Ao final, um ritual: a queima do vestido de noiva e do terno, as ultimas imagens e ações, a partida.

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Participação do ator Gabriel Morgante

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O estranhamento poético e crítico da imagem clássica do casamento cristão, no espaço urbano, pretende questionar a imposição do padrão heteronormativo e monogâmico como instrumento de controle social das relações amorosas e da noção de família, que gera intolerância, exclusão e violência.

A performance dá prosseguimento à pesquisa Coralidades Performativas, iniciada em 2011. A concepção artística e o roteiro das ações foi desenvolvida coletivamente em reuniões dramatúrgicas do núcleo central do Desvio Coletivo, a partir de concepção geral que motivou o jogo urbano na praça Roosevelt em 2013.

Texto de Marcos Bulhões.

Fotos de Eduardo Bernardino.